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domingo, 4 de novembro de 2012

Em breve Raineri Spohr “Um Certo Sul”

Raineri Spohr está em processo de finalização do seu 2º disco "UM CERTO SUL" e  fala para o BAHstidores sobre a produção deste grande trabalho que traz composições que marcaram sua carreira.

O Sul que hoje sonhamos, e que sonharam pra nós,
que será sonhado após sendo a vez de nossos filhos.
O sul do sonho andarilho que opina e que tem voz!
(Zeca Alves)



As gravações de "UM CERTO SUL" estão sendo feitas em Pelotas, no estúdio Atelier do Som, de Guilherme Ceron. De acordo com Raineri Spohr, “ as gravações estão sendo trabalhadas com calma para garantir um disco de melhor qualidade”. A produção é de Raineri em parceria com Guilherme Ceron e o Gustavo Oliveira. 

BAHstidores: Qual o significado deste tema “Um Certo Sul”?

Raineri: “Um Certo Sul” é um presente recebido do Zeca Alves, em 2006. É uma música feita para os filhos. Para pegarmos nossos filhos no colo nos abaixamos, “vamos para o sul”, sendo assim os filhos como nosso Sul, enquanto os antepassados são nosso Norte. É uma canção muito especial pra mim, pois representam minhas filhas e por isso resolvi escolhê-lha como nome do meu 2º CD.

BAHstidores: Como foi a escolha do repertório?

Raineri: Depois que conclui a gravação de “Por Campos e Galpões”, iniciei uma lista para ir selecionando músicas que iriam compor o próximo disco. Já faz quatro anos. Ao todo, até o início das gravações, selecionei 350 músicas que eu gosto. Destas selecionei 50 músicas e delas retirei as 18 que estamos gravando. Cada uma destas músicas que vão compor o disco, tem um significado especial para mim. Gosto muito de todas. Das 18 músicas, 10 são campeãs de festivais: “Até o fim dos meus dias”, “Tango com a Lua” (meu primeiro tango), “Um certo Galpão de Pedra”, “Um horizonte e outro mais”, dentre outras que deixo como surpresa. Com muitas delas, também ganhei melhor intérprete. E não foi por acaso que as escolhi, pois neste trabalho, não pretendo tocar violão nos shows. Quero cantar e interpretar as composições para o público, assim como quando subo nos palcos dos festivais. Eu quero cantar, interpretar, apresentar as letras para o público, ele merece isso. O meu melhor em cada show.

BAHstidores: Quais músicos farão parte deste CD?

Raineri: Os músicos são basicamente os mesmos do primeiro disco, “Por Campos e Galpões”. Guilherme Ceron no contrabaixo, Gustavo Oliveira no violão e Fábio Andrade na percussão. Ainda farão parte Guilherme Goulart, com uma cordeona mais acentuada. Contarei também com as participações especiais de Adriano Alves, recitando “Toada em voz de silêncio”; André Teixeira, cantando duas toadas, Aluísio Rockemback na música “Do que a tarde não vê” e o violino de Clarissa Ferreira, no tango.





“Eu não me acho um “artista”, apenas me considero um porta voz do homem do campo”.
(Raineri Spohr)


Raineri Spohr, 30 anos, é natural de Dom Pedrito. Participou do primeiro festival de música nativista de sua carreira em 1996, a Gauderiada da Canção Gaúcha, de Rosário do Sul. Desde então, é atuante nos grandes festivais de música nativista do RS e SC. Destaca-se na música regional gaúcha por ser um intérprete com timbre e potencial de voz forte e diferenciado. Tem conquistado espaço e admiração nos festivais onde participa e em grande parte deles tem sido premiado. Conquistou premiações de melhor intérprete nos mais importantes eventos do gênero do sul do Brasil. Em 2009, representou o país no festival “ORIJA DEL LAGO”, no URUGUAI.


Confira AQUI outras fotos 
(Fotografia de Eduardo Rocha.)


Contatos:
E-mail: contatoraineri@gmail.com
Twitter: @RaineriSpohr

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Juliano Moreno - “Fronteira da Alma”

Confira nossa entrevista exclusiva realizado com Juliano Moreno, falando sobre a produção do CD Fronteira da Alma, publicada em setembro do ano passado .



Juliano Moreno trabalha na produção do seu novo CD “Fronteira da Alma”
“Agradeço a todos que estão se envolvendo neste projeto, pois sozinhos não podemos fazer nada.”

Bacharel em Administração de empresas, músico, compositor e intérprete. Atuante ativo nos festivais nativistas desde 2005. Foi idealizador e integrante do grupo Charla de Fronteira, o qual gravou o CD intitulado “Vivência de Fronteira”. Em 2007 iniciou carreira solo com o CD “Aos Olhos da pampa”, lançado independente. Em ascendência nos festivais do Rio grande do Sul, premiou como melhor intérprete e melodista em diversos deles. Atualmente trabalha na produção do terceiro disco de sua carreira intitulado “Fronteira da Alma”. O disco traz composições que participaram de festivais, regravações de amigos como também músicas inéditas compostas para este álbum. Foram escolhidas 18 composições destas, serão selecionadas 14 ou 15 para comporem o disco.

Segundo Juliano Moreno, o disco tem características de fronteira: "A própria composição “Fronteira da Alma” mostra o meu cotidiano o meu dia-a-dia na fronteira, "pois sou morador de Rivera e Livramento. A proposta com as músicas que foram escolhidas foi mostrar onde eu vivo. Está composição é muito especial para mim, é um presente que eu ganhei de um grande amigo, uma pessoa que eu considero um iluminado que é o Xirú Antunes e quando ele me deu essa letra ele falou que está é a história dele eu tive muito prazer em musicá-la. Foi muito difícil defender ela do lado no palco, cantando a história dele do que ele ia deixar quando ele partisse então é muito emocionante."
 
BAHstidores: Quais músicos e compositores fazem parte deste disco?

Juliano Moreno: O disco tem várias participações, a do Miguel Villalba uruguaio, Marcio Correia, Ita Cunha, Anomar Danúbio Vieira, Evair Gomes, Xirú Antunes, Daniel Cavalheiro, Alex Oliveira entre outros. Entre os compositores estão Érlon Péricles, Leonardo Borges, Rodrigo Bauer, Gujo Teixeira todos meus parceiros de caminhada de festivais. Músicos que gravaram o CD: Marcelinho Nunes, na coordenona, Fabrício Canha na percurssão, Flávio Pinheiro no contra-baixo, Clóvis de Souza no contrabaixo, participações da Clarissa Ferreira no violino.

BAHstidores: Fale-nos um pouco da escolha do repertório:

Juliano Moreno: Uma das músicas escolhidas para disco foi “Pegado nas Crinas” do Jorge Guedes e do João Sampaio. Sempre procuro ter uma música do Guedes no meu repertório, adoro o trabalho dele, pois ele tem uma contribuição muito grande para a nossa música. Várias das composições escolhidas foram premiadas em festivais, a “Fronteira da Alma” foi premiada na Ronda de São Borja, “Caçador de Campanha” mais popular do Martine Fierro, “Dos homens e dos meus cavalos” minha, do Érlon e do Rodrigo Bauer, ganhei melhor intéprete do Martin Fierro. Mas também tem composições inéditas, como a música em parceria com o Leonardo Borges e o Paulo Osório “Pescador de Fronteira”, que é um segmento do caçador de campanha.

BAHstidores: Dentre as 17 composições escolhidas alguma você poderia destacar?

Juliano Moreno:
Todo intérprete tem em si o apreço pelo prêmio de melhor interpréte eu nunca havia ganho e com a composição “Dos homens e dos cavalos” eu ganhei meu primeiro prêmio no Martin Fierro, e ainda mais ganhar no Martin Fierro um do melhores festivais que tem. Eu tenho muito orgulho de ter feito ela com o Érlon Péricles e o Rodrigo Bauer. Ela é muito especial para mim por eu ter ganhado um prêmio que eu nunca havia ganho.




BAHstidores: E quanto a arte e fotografia o que pode nos adiantar?

Juliano Moreno: Arte a programação de arte está toda pronta. As fotos foram feitas entre Rivera e Livramento, feitas pela Claudia Albornoz de Santana do Livramento e todo o cenário e a produção foi feita pela Gadea Produções, uma Tapera na livra divisória, onde tem os marcos delimitando a fronteira perto da Usina eólica Cerro Chato de Santana do Livramento, fizemos as fotos num dia maravilhoso, ficaram muito boas. A diagramação já está sendo feita pelo Leonardo Gadea e o Trajano Jaques da Gadea Produções, já trabalharam nas capas. Foram feitos dois modelos de capa e proporcionamos a oportunidade das pessoas a capa do disco. O disco tem a participação das pessoas que gostam do nosso trabalho. Fizemos este trabalho com muito carinho tentamos transportar para este trabalho do que tínhamos de bom. É um disco que comporta uma linha que tem músicas para todos os gostos desde aquele campeiro romântico, até os peões das estâncias, até aquele que gosta de uma gineteada então tem vários temas que agente aborda, lidas campeiras fala da fronteira. O pessoal pode esperar um trabalho bom que fizemos com muito carinho.

“Agradeço primeiramente a Deus de ter me soprado as melodias e eu poder transportá-las que eu acho que tudo vem lá de cima não fizemos nada sozinho. Tem muitas pessoas me auxiliaram Hermes Lopes, Dr. Marcelo D’Avila, Gaspar Silva, Neri Mallmann e filhos da Cabanha Trovador, Henrique Fernandes, Dr. Vanius Domingues Davila, Dr. Othelo caiaffo, várias outras pessoas, como os compositores que me ajudaram,CD." Juliano Moreno

Contatos para shows Juliano Moreno
www.julianomoreno.blogspot.com
5599595191
gadeaproducoes@hotmail.com
55.9985.5744 / 51.9996.8103 - com Leonardo Gadea


Fotos de Claudia Albornoz


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Conheça o Sureño3

Luciano Fagundes, Roberto Borges e Ricardo Comasseto
 
Clarissa Moura

O Sureño 3 é formado por Roberto Borges, Ricardo Comasseto e Luciano Fagundes. Na noite de segunda-feira o grupo apresentou-se no Sete ao Entardecer em Pelotas, esta foi a quinta apresentação do Sureño 3.

Roberto Borges é natural de Santa Vitória do Palmar, guitarrero, compositor e cantor traz das fronteiras do sul a liberdade. Ricardo Comasseto, natural de São Luiz Gonzaga carrega em seu instrumento, a gaita de três hileras, o idioma e a carga cultural da escola dos acordeonistas de sua terra, um dos sete povos missioneiros. Luciano Fagundes, natural de Candiota é multi instrumentista, aparece no grupo tocando contrabaixo.

Segundo Roberto Borges, o grupo surgiu após a ida de Luciano e Comasseto para Pelotas com a finalidade de trabalharem e produzirem, já que no cenário dos festivais os três estão sempre juntos nos palcos. É um grupo pequeno, para facilitar as apresentações em locais menores, assim como apresentações particulares, sem gerar um grande custo para os contratantes e também para terem agilidade para viajar sem necessitar de hospedagem. 

Borges comenta ainda que o grupo pretende, em breve, gravar um disco. O CD será a parte dos trabalhos que fazem com os cantores Lisandro Amaral, Joca Martins e Luiz Marenco, sendo esta uma outra opção de trabalho. 

De acordo com Sérgio Carvalho Pereira, o grupo é caracterizado pelo repertório que representa um verdadeiro recorrido pelo cenário da arte poética e musical do sul. Interpretam obras dos maiores compositores da música desta geografia, históricos ou contemporâneos, e agregam a estas, temas de sua própria criação mostrando assim um conhecimento e um movimento absolutamente livre dentro deste universo. O recital destes três músicos sureños compõe uma viagem artística reveladora dentro do gênero e traz ao palco sonoridades e falas de um mundo onde todos nos reconhecemos, o sul.

Este é o Sureño 3, com eles uma viagem , uma história, um mito, com eles o Sul.

terça-feira, 10 de abril de 2012

BAHstidores do Clipe "Romance de Flor e Luna" de Juliana Spanevello

Clarissa Moura

Esta semana a cantora Juliana Spanevello lançou na internet o clipe da Música “Romance de Flor e Luna” que tem letra de Gujo Teixeira e música de Jairo Lambari Fernandes. Em entrevista exclusiva ao BAHstidores Juliana Spanevello conta como foi a produção deste clipe e o porque da escolha desta música. 

O clipe foi gravado na localidade de Monte Bonito, num local cedido pela família do Sr. Joaquim Mello, próximo à sede da Cabanha Santa Eulália. Além das imagens gravadas neste local, a equipe registrou algumas imagens dos inserts, na localidade da Cascata e na região de Pelotas.

A música foi gravada no Estúdio Luvi em Pelotas, e no áudio, o violão e o arranjo são de João Marcos Negrinho Martins. O vídeo foi feito por uma equipe de Pelotas, com a direção geral de Maciel Fischer, direção de fotografia de Felipe Freitas, direção de arte de Mateus Gomes e a finalização é de Julio Sperling.

Segundo Juliana, o clipe ficará disponível na internet, mas é muito provável que seja usado em um material que a cantora esta preparando e que até o momento é surpresa. Ela comenta ainda que “Romance de Flor e Luna” passou a fazer parte de um momento especial do repertório do show.


BAHstidores: Como surgiu a ideia de gravar um clipe com a música de “Romance de Flor e Luna?
JULIANA: Quando estava preparando o CD Pampa e Flor, um dia numa conversa com o Gujo Teixeira, autor da letra dessa composição, foi comentado por ele que seria interessante essa música numa voz feminina... eu sou fã do Lambari desde pequena e conheço muita coisa do repertório dele e essa é uma música que sempre gostei... na época o repertório do CD tomou um rumo e essa idéia ficou guardada... Nesse momento, estou preparando, estudando e buscando um conceito para um novo trabalho, que está em fase de pré-produção, e esse trabalho é demorado... e eu estava muito ansiosa, porque queria muito iniciar os trabalhos desse ano trazendo novidades para as pessoas que acompanham meu trabalho e foi aí, que um dia, trocando idéia com o Joca, surgiu a idéia de gravar uma única música com um clipe, e imediatamente lembrei dessa canção e imediatamente conversei com os compositores... e aí está!

BAHstidores: Como foram as gravações?
JULIANA: A minha parte foi bem tranqüila, me envolvi umas 4 horas aproximadamente... o trabalho dos guris é que foi mais longo, porque ficaram pelo menos dois dias inteiros captando imagens, e muito tempo dedicado à edição e finalização do trabalho... tudo feito a distância e nos intervalos de trabalho dos guris...


BAHstidores: Já esta pensando em um novo disco?
JULIANA: Estou trabalhando muito no conceito do novo disco, é uma fase demorada onde se decide o rumo de muitas coisas... e depois do “Pampa e Flor” meu compromisso é muito grande, e a gente trabalha para acertar... pra quem acompanha pelo blog, pelo twitter... to sempre contando as novidades... em breve teremos previsões e informações mais concretas sobre o novo trabalho.

Confira o resultado desta produção:
 



Mensagem da Juliana aos seus fãs:

Sou uma pessoa abençoada pelo carinho que sempre recebo das pessoas que apreciam a música gaúcha e pelo carinho com que sempre recebem o meu trabalho... só tenho a agradecer, e pedir pra que sigam acompanhando; estaremos sempre preparando novos trabalhos com muito carinho, pra que nossa música faça parte dos momentos de alegria, reflexão e emoção das pessoas. Muito obrigada!!! Estamos sempre a disposição através dos canais de comunicação: site, e-mail, blog, redes sociais, (Juliana Spanevello)


As fotos feitas durante a gravação do Clipe são da fotógrafa Miza Limões.  

terça-feira, 3 de abril de 2012

Marcelo Oliveira “Tempo Escrito”

Marcelo Oliveira fala para o BAHstidores sobre como foi a produção do seu quarto CD, “Tempo Escrito” lançado em abril do ano passado no Teatro do Sesi em Gravataí.



Clarissa Moura
bahstidores@yahoo.com.br

Nos meses de julho a agosto de 2010 Marcelo Oliveira esteve envolvido na gravação do CD Tempo Escrito. O CD foi gravado no estúdio Luvi em Pelotas.

Participam deste trabalho os músicos Luciano Fagundes Violões nylon, aço, guitarron e contrabaixo elétrico , Fabiano Torres Cordeona Botoneira , Jucá de Leon Percussão, Clarissa Ferreira violino, Fernando Leitzke piano e ainda tem as participações especiais de Luiz Marenco, Lisandro Amaral, Aluísio Rockembach, Adriano Silva Alves, Evair Gomez, Fabiano Bacchieri, Beto Borges, e Ricardo Comasseto.


O disco traz letras de grandes compositores: Rafael Chiappetta Teixeira, Lisandro Amaral, Adriano Silva Alves, Evair Gomez, João Sampaio, Gujo Teixeira, Fernando Soares, Guilherme Collares, Roberto Borges, Otávio Severo. 

As melodias são de Marcelo Oliveira e também de Cristian Camargo, Juliano Gomes, Xiruzinho, Roberto Borges e Márcio Rosado.

Marcelo conta que ele mesmo criou a arte gráfica do disco e para a arte final contou com a parceria do Eduardo Rech da gravadora Vertical.

Marcelo diz ainda que o repertório foi escolhido em parceria com seus companheiros de estrada e música, foi um trabalho minucioso de muita concentração e percepção, mas que mesmo tendo um olhar especial músicas importantes de fora e salienta que o bom disso é que estas serão as primeiras escolhidas para o próximo álbum!

BAHstidores: Como se deu a escolha do título da obra?
Marcelo Oliveira: Na verdade este título foi escolhido de última hora, pois não havia nenhuma música no repertório que desenhasse o que eu pensava sobre a manutenção do meu canto. E no fim a música “Tempo Escrito” entrou e com ela o título do álbum. Fico grato ao Lisandro Amaral e ao Cristian Camargo por me presentearem com este tema que tão bem representa o meu Tempo Escrito.

BAHstidores: E as fotos do disco?
Marcelo Oliveira: As fotos foram tiradas na Cabanha Gravatá em Gravataí, pelo Cristian Camargo. Algumas foram usadas de acervo pessoal dos amigos que participaram do disco, e outras presenteadas pelo mestre e amigo Eron Vaz Mattos. E os desenhos são de Adriano Silva Alves.

BAHstidores: Dentre as composições que fazem parte da obra, alguma delas tem um significado especial para você?
Marcelo Oliveira: Eu diria todas, pois cada uma tem uma história, um carinho especial, um acontecimento pitoresco. Eu sou muito apegado as músicas que canto e que componho, e amo todas elas como se fossem da família!

BAHstidores: E sobre novos projetos?
Marcelo Oliveira: Temos alguns projetos interessantes, mas são pra o futuro, e eu diria um futuro bem próximo. Eu e o Lisandro Amaral estamos tentando achar tempo para gravarmos nosso disco juntos, e quem sabe um DVD também, más por enquanto só especulações! No más, espalhando o nosso Tempo Escrito por todos os rincões que nos chamam, e fazendo a manutenção do canto da terra!



O Álbum “Tempo Escrito” pode ser encontrado nas lojas do ramo ou com o próprio Marcelo Oliveira através do e-mail contatomarcelooliveira@hotmail.com ou ainda com Gravadora Vertical no site www.gravadoravertical.com.br

Contatos para shows:
Fone: (51) 91435195 com Cristian Camargo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Natal em Cordas - Marcello Caminha

Clarissa Moura
bahstidores@yahoo.com.br

O CD Natal em Cordas, de Marcello Caminha, chega às lojas ainda esta semana

Em 1999, Marcello Caminha gravou seu primeiro CD Natalino, mas que ficou pouco tempo em catalogação na gravadora. Mesmo assim, as pessoas adoraram a ideia do disco e ficaram durante todos esses anos pedindo o tal CD, e perguntando sobre apresentações dele com músicas natalinas.

Como segundo, Marcello “a voz do povo é a voz de Deus”, ele resolveu desenvolver um novo trabalho natalino. Primeiro veio o show Natal em Cordas, iniciado em 2009. No ano passado durante a turnê, resolveu gravar um CD para registrar definitivamente o projeto.

A produção desse trabalho iniciou em 6 de novembro de 2010, e foi concluído em 6 de maço deste ano, exatos 4 meses, entre composições, arranjos, gravações e produção. O CD foi gravado em Bagé e está chegando às lojas ainda esta semana. O CD é um lançamento da gravadora ACIT.

Participam também do CD: Felipe Álvares no contrabaixo, Matheus Kleber no acordeon e teclado, Marcello C. Filho na percussão e Beatriz Barbier na harpa.

Caminha, não queria um simples disco natalino, daqueles que só se escuta na noite de natal e depois só no outro ano, ele queria um CD que trouxesse sim a mensagem natalina, mas que também mostrasse o seu lado autoral, e acima de tudo, sua religiosidade, haja visto a presença de músicas que (embora instrumentais) trazem ao CD um forte cunho religioso, como é o caso da “Ave Maria do Pampa”, diz Marcello que “compus especialmente para o CD”. Além destas, o CD também traz Aves Marias e Clássicos Natalinos como Jingle Bells e Noite Feliz. Um dos temas é em solo de Harpa.



Serão diversos shows de lançamento pelo interior do estado. Confira a agenda dos shows “Natal em Cordas”:

Dezembro:
Dia 3 - PASSO FUNDO - Praça Marechal Floriano - 21h
Dia 4 - CARAZINHO - Bier Site - 21h
Dia 9 - HERVAL D`OESTE/SC - local e horário a definir
Dia 10 - SANTA MARIA - Praça Saldanha Marinho - 21h
Dia 11 - LAJEADO - Teatro do SESC – 21h
Dia 13 - SANTA CRUZ - Praça Getúlio Vargas - 21h
Dia 15 - CAXIAS DO SUL - Teatro do SESC - 21h
Dia 16 - BENTO GONÇALVES - Teatro do SESC - 21h
Dia 17 - SÃO BORJA - local e horário a definir
Dia 18 - ALEGRETE - Praça Getúlio Vargas - 21h

Saiba como adquirir o CD Natal em Cordas em http://www.marcellocaminha.com/?contato=2

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Jader Duarte

Clarissa Moura
bahstidores@yahoo.com.br  

Fomos conhecer um pouco da vida de Jader Duarte, intérprete e compositor que venceu em parceria com Ezequial da Rosa a 21ª edição da Vigília do Canto Gaúcho.


Jader Duarte, natural de Encruzilhada do Sul, intérprete e compositor, iniciou sua carreira musical em meados de 2000, influenciado principalmente pelas primeiras Ramadas da Canção de Encruzilhada do Sul. Sua primeira participação em festival foi em São Jerônimo em 2000, festival realizado pela ULBRA, BA ocasião Jader participou com uma milonga de sua autoria. 

Já participou de festival consagrados como a Califórnia da Canção de Uruguaiana, Casilha da Canção Farrapa de Itaqui, Gauderiada de Rosário do Sul, Capela da Canção de Amaral Ferrador, Manoca do Canto Gaúcho, Ramadinha da Canção, Canto dos Jerivás em Giruá, Coxilha Negra de Butiá, Carreteada de Formigueiro, Vozes do Jacuí em São Jerônimo e Vigília do Canto Gaúcho. 

Já foi premiado como compositor e melhor intérprete por diversas vezes. Conquistou 1º lugar na 2ª capela da canção em 2004, 1º lugar na Coxilha Negra de Butiá em 2009, 1º Lugar na 3ª Ramadinha da canção em 2011 , 1º lugar na XXI Vigília do Canto gaucho , além de 2º lugar na 2ª Ramadinha da canção e 2º Lugar na 5ª Manoca do Canto gaúcho e canção mais popular na 1ª Manoca do Canto Gaúcho. 

Nos dias 21 e 22 de outubro, Jader Duarte teve mais uma conquista, 1º lugar na Vigília do Canto Gaúcho. Em parceria com Ezequiel da Rosa com a música “Alma de Sanga... Sonho de Rio”. Segunda Jader, a parceria com o Ezequiel surgiu em meados de 2007, através de alguns trabalhos do Ezequiel que ele colocou voz para triagens. Percebeu que o Zeca (como é conhecido por muitos) possuía um estilo musical muito parecido com o dele, além de ser um poeta de muito talento. Foi entre essas conversas e trocando ideias que ele me enviou a letra “Alma de Sanga... Sonho de Rio” à Jader Duarte. 

BAHstidores: Conte-nos um pouco da história da composição “Alma de Sanga... Sonho de Rio”: 

Jader Duarte: A composição “Alma de Sanga... Sonho de Rio”, resume alguém que sempre teve um sonho de crescer , mas que em certo momento da vida se desiludiu e parou de sonhar. O exemplo gira em torno da sanga, pequena e o Rio, grande. Quando recebi essa letra, percebi que tinha potencial para participar de festival grande e incomodar. E foi o que acabou acontecendo na Vigília.




BAHstidores: Qual a emoção de ter vencido a 21ª Vigília do Canto Gaúcho

Jader Duarte: Foi uma emoção sem tamanho ter vencido a Vigília, pois é um dos festivais mais importantes do RS, em que já passaram por lá os nomes mais importantes da musica gaucha, sendo ponto de partida e vitrine para muitos de nossos artistas. Não procurei criar nenhuma expectativa, pois sabia da qualidade e do potencial que os outros trabalhos tinham. Porém, sabíamos sim que a música tinha condições de premiar, porque possuía conteúdo e estava bem arranjada. Acho que ela cresceu muito no sábado em relação à sexta. Estávamos mais seguros, e a apresentação então agradou a comissão julgadora e o público.


Um grande abraço e desde já agradeço a dedicação e carinho com a equipe BAHstidores trabalha em prol da nossa cultura! Valeu! Jader Duarte


Contatos:
Fone: (51) 9641-0618
E-mail: jader.encruzilhada@gmail.com
Twitter: @Jader_Duarte1

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Martin César Gonçalves e Marco Aurélio Vasconcellos - "JÁ SE VIERAM"



Recentemente Martin César Gonçalves falou à Patricia Berlanda sobre o seu novo trabalho “JÁ SE VIERAM”. 

Parte da nossa equipe, Patricia compartilhou com os  leitores do BAH parte da entrevista realizada com Martin César.

Seguem os fragmentos:

Este CD é o segundo volume de uma parceria com o Marco Aurélio Vasconcellos. Fala pra nós um pouco de como nasceu esse projeto, por que o Marco Aurélio, e como foi escolhido o repertório do mesmo? 
O projeto nasceu da necessidade de expressar em versos e canções as imagens e os acontecimentos do povo da fronteira ou de qualquer parte do interior do pampa sulino. 

Quanto ao repertório?  
Canções que registram as imagens desse povo que ainda vive nos fundos de corredor, ou nos ranchos de beira de estrada. Tropeiros, alambradores, posteiros, esquiladores, bolicheiros, peões de estância, domadores. Personagens reais que o tempo insiste em apagar, mas não consegue. Basta um domingo de carreiras e lá estão eles. Nas margens das canchas retas, improvisando um jogo de tava e soltando seus versos onde a balaca de cada paisano é pura poesia pampeana. 
'Não é só butiá que dá em cacho', 'Água que se queima o rancho' e por aí afora. E – de repente – já está na hora de mais uma penca... ainda hoje posso divisar nos caminhos da memória um Dom Segundo (já no fim da vida) mal e mal se segurando em riba do seu pingo e apostando os pilas, que trazia dobrados na guaiaca, com um 'gaucho' chamado 
Torquato Flores, mui conhecido por pajador e calavera. O coimeiro, finalmente dá por terminadas as apostas. O tempo parece que para nesse momento... os parelheiros aparecem no partidor... e – como acontece há mais de dois séculos nessas lonjuras da fronteira – ouve-se a frase famosa, que parece haver nascido com o primeiro campeiro, mescla de índio, negro e branco, que povoou estas bandas: 'Já se vieram!'. 

Já se vieram, por que esta composição foi escolhida pra dar nome ao CD?  Como está escrito no texto de apresentação, esse é o grito ancestral que avisa a largada em uma cancha reta. Não há ninguém na campanha que não saiba o que significa. Hora de ver se as apostas neste ou naquele parelheiro deram certo. 

Como se deu a parte gráfica do Cd, onde foram as fotos, quem fez a produção?  A produção foi feita por um pessoal ligado ao Marcello Caminha e as fotos foram feitas através do próprio Marco Aurélio ou -aqui em Jaguarão - por dois fotógrafos: Alencar Coellho e Elis Vasconcellos. Quero destacar também a organização do lançamento feita pela Mariana Rockembach. 

Leia a entrevista completa no Blog Quarto de Ronda

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mariposa Marrón de Madera

Clarissa Ferreira fala para o BAHstidores um pouco de sua carreira e sobre seu projeto Mariposa Marrón de Madera.

Clarissa Ferreira, iniciou seus estudos musicais aos 12 anos, no Instituto Municipal de Belas Artes de Bagé, no curso de violino e teoria musical. Em 2004, ingressou no curso de Música da Universidade Federal de Pelotas, bacharelado em violino. No mesmo ano começou a integrar a Orquestra Filarmônica de Pelotas como primeiro violino.

Sua incursão na música regional gaúcha se deu através do tradicionalismo, no ano de 2005, quando veio a participar de conjuntos musicais de grupos de danças gaúchas do Estado e participando de concursos, como o Encontro de Arte e Tradição - ENART, onde obteve prêmios como o primeiro lugar na modalidade violino, em 2006.

Participa de festivais nativistas desde 2007. Em 2008, recebeu a premiação Revelação no 21º Festival da Música Crioula, de Santiago, e em 2009 Melhor instrumentista da 6º Galponeira, de Bagé.

Em paralelo com a atividade musical, em 2008, ingressou no curso de História da Universidade Federal de Pelotas, dando ênfase nas pesquisas em etnomusicologia, tendo como tema principal os festivais nativistas no Estado e a identidade musical do Rio Grande do Sul a partir destes eventos.

Participa ativamente nas gravações fonográficas de música regional gaúcha, onde possui gravações com nomes reconhecidos no cenário musical rio-grandense, como Marcelo Oliveira, Aluisio Rockembach, Aninha Pires, Quarteto Coração de Potro, entre outros.

BAHstidores: Como surgiu o projeto Mariposa Marrón de Madera?

Clarissa Ferreira: A idéia surgiu a partir da admiração pelas obras do folclore latino-americano e o posterior desejo de executá-las, explorando o instrumento, violino, como centro nas composições.

BAHstidores: Por que esse nome, o que significa?

Clarissa Ferreira: ‘Mariposa Marrón de Madera’ é uma expressão retirada da composição ‘El violin de Becho’, de Alfredo Zitarrosa. Este se refere ao violino de Becho, personagem da obra e amigo do compositor, com essa expressão. Escolhi este nome como título das apresentações porque além da beleza poética faz suscitar o instrumento como o grande centro do objetivo do projeto, e também por evocar subtendidamente um dos grandes ícones das composições a qual o projeto se propõe.

BAHstidores: Quais são suas metas e objetivos com este projeto?

Clarissa Ferreira: O objetivo é levar música a quem gosta do instrumento e a quem gosta do repertório de folclore latino-americano. Também é um desejo mostrar a versatilidade do violino dentro da nossa cultura, através dos diferentes ritmos, por estar enraizado e aculturado na identidade sonora platina e rio-grandense.

BAHstidores: Quem mais faz parte deste projeto?

Clarissa Ferreira: Conto com a amizade e talento dos músicos Silvério Barcellos ao violão, Negrinho Martins no contrabaixo e Vitor Manzke na percussão.

BAHstidores:Você já escolheu o repertório? Será sempre o mesmo apresentado ou terá alterações?

Clarissa Ferreira: O repertório dessas primeiras apresentações já está escolhido, e nele constam milongas, chacareras, chamamés, zambas, etc., e quanto aos compositores temos obras de Alfredo Zitarrosa, Atahualpa Yupanqui, Albino Manique, Gilberto Monteiro, entre outros. Como o universo de composições belas desse gênero é grande, possivelmente iremos incluir outros temas e possivelmente alterar o repertório.


BAHstidores:E as fotos que você divulgou, foram feitas para este projeto? Onde foram tiradas? Por quem?

Clarissa Ferreira: As fotos foram feitas pelo fotógrado André Lauz (http://www.andrelauz.com/) especialmente para serem usadas para a divulgação. Fiquei bem feliz com o resultado e o ótimo trabalho dele. Elas foram tiradas na Charqueada Santa Rita, em Pelotas, onde nos cederam gentilmente sua belíssima locação.


BAHstidores:Quando iniciou ou quando inicia a realização deste projeto?

Clarissa Ferreira: A idéia nasceu em fevereiro de 2011, em uma conversa com o violonista e amigo Silvério Barcellos sobre o desejo de mandar um projeto com estas características para o Projeto Sete ao Entardecer, da Prefeitura Municipal de Pelotas, projeto este que cede espaço para apresentações na Fábrica Cultural todas as segundas em Pelotas com entrada franca. Ele apoiou a idéia e contribuiu muito desde o primeiro momento, juntamente com os músicos Negrinho Martins e Vitor Manzke quando os chamei para fazerem as gravações que o projeto pedia que enviasse para a seleção. O projeto passou e a nossa apresentação na Fábrica Cultural é dia 26 de setembro. Desde então a idéia inicial foi se moldando, através da escolha de repertório e dos ensaios.

No dia 1º de setembro estaremos fazendo nossa primeira apresentação sob este formato, no Mercado del Puerto, em Pelotas, às 21 horas.

Contatos:
www.myspace.com/clarissaferreira
http://www.youtube.com/clarissaviolino
Telefone: 55 53 84053499
Email: clarissaviolino@yahoo.com.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Joca Martins 25 anos - Bem Arreglado

Joca Martins reuniu grandes amigos como Luiz Marenco, César Oliveira e Rogério Melo, Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral, Juliana Spanevello entre outros, num CD e DVD gravados em julho, pela ACIT, em comemoração aos seus 25 anos de trajetória na música gaúcha.


O CD tem previsão de lançamento para setembro, o repertório traz quatro regravações de músicas colhidas do acervo de canções originalmente gravadas pelo próprio cantor em festivais e outros trabalhos (O sábio do mate, Jesus Maria, Catedral e Tropilheiro); as demais composições são todas inéditas, compostas especialmente para este momento, reunindo compositores que já têm relação musical com os sucessos do cantor (a exemplo de Rodrigo Bauer, Anomar Danúbio Vieira, Juliano Gomes, entre outros).

O CD e DVD foram gravados, ao vivo, na Charqueada Santa Rita em Pelotas, com produção musical de João Marcos “Negrinho” Martins, em parceria com o diretor artístico da gravadora ACIT, o experiente Edison Campagna.


De acordo com Joca Martins, as gravações ocorreram nos dias 12,13 e 14 de julho, foram mais de doze horas de gravações por dia. Nesses três dias de trabalho intenso, estiveram envolvidas quarenta e cinco pessoas entre equipe técnica, produtores e músicos.

Um disco que promete transbordar sentimento, além da ilustre presença dos amigos músicos, Joca contou também com a participação mais que especiais das suas filhas, do irmão D’Mart na bateria e de sua amada Juliana Spanevello.



BAHstidores: O que este trabalho, símbolo dos seus 25 anos de carreira, representa para você?

Joca Martins: Representa um caminho trilhado com muita dedicação, muito esforço...minha vida é o canto e este disco simboliza a celebração de uma trajetória feita de muitas abdicações, mas de muitas alegrias também, ele foi concebido com o feitio do coração e também com a dedicação de muitas pessoas, por isso agradeço aqui ao Negrinho Martins, Rodrigo d'Mart, Juliana Spanevello, Luciano Fagundes, Geovane Marques, Juliano Gomes, Celau Moreyra, Anomar Danúbio Vieira, Fabrício Harden, Marcelo Oliveira, Luiz Marenco, Adriano Alves, Lisandro Amaral, Guilherme Collares, Silvério Barcellos, Ricardo Comassetto, César Oliveira, Rogério Melo, Edilberto Bérgamo, Xirú Antunes, Edison Campagna, Aguinaldo Paz, Super Lau, Petter Campagna, que contribuíram artisticamente para este álbum. Mas ficaria páginas e páginas agradecendo as muitas pessoas que fizeram com que este momento fosse possível!


BAHstidores: Por que o cenário escolhido para as gravações foi a Charqueada Santa Rita, em Pelotas?

Joca Martins: Em primeiro lugar, por representar a história da minha cidade e do Rio Grande do Sul, além de ser uma homenagem ao chão que nasci e que tenho orgulho de levar junto comigo sempre.


BAHstidores: O que teus fãs podem esperar deste novo trabalho?

Joca Martins: Como eu já comentei com vocês, ele foi concebido com o feitio do coração, então podem esperar muita emoção e um repertório com novas músicas que tem a ver com o que eu quero cantar nesse momento. Dentre tantos emocionantes momentos, eu cito pros amigos do blog BAHstidores, a composição INDIÁTICO que fiz em parceria com o poeta Adriano Alves, ela é uma homenagem ao Xirú Antunes e eu convidei o Marenco pra cantá-la junto, além do recitado do Adriano. O Arranjo do Negrinho Martins , é com o cello do Celau Moreyra e ainda tem o violão do Negrinho e o guitarrón do Luciano Fagundes, quando o Xirú chegou na Charqueada, nós mostramos a música pra ele, e este é sem dúvida, um dos momentos mais emocionantes que vivenciei com a música até hoje! A fotógrafa Miza (que matou a pau!!!) registrou esse momento, e vocês poderão percebê-lo, através das fotos, além é claro, da própria gravação, que foi ao vivo e registrou tudo que aconteceu!


Bem arreglado

“Bem arreglado”, de Rodrigo Bauer e Piero Ereno, é o nome da música de trabalho do novo CD do Joca Martins. Do espanhol "arreglar" (arrumar), regla (norma); expressão campeira muito usada na fronteira para elogiar ou descrever um potro bem iniciado na doma, um redomão arrumado no capricho, bem disciplinado.

Segundo Joca, “esta música homenageia a juventude de hoje que sabe ‘arreglar’ o nosso gauchismo aos dias atuais, fazendo com que nossos usos e costumes permaneçam vivos!”

Confira “Bem Arreglado”, composição de Rodrigo Bauer e Piero Ereno, que abre o disco comemorativo aos 25 anos de carreira de Joca Martins.



Quem é e o que viu Miza Limões?

Natural de Pelotas/RS, Mariza Limões, a Miza, é formada em Programação Visual pelo IFSUL. Fotografa profissionalmente há três anos, mas sempre foi apaixonada por fotografia. Autodidata, busca na literatura e em workshops aprimorar mais o olhar. Dentre os campos de atuação, Miza Limões fotografa casamentos, recepções de formatura, ensaios fotográficos e shows. Este nome ficou ainda mais conhecido após fotografar os bastidores do novo trabalho de Joca Martins, o CD e DVD 25 anos. Fomos conferir com a Miza como foram os BAHstidores desta gravação.

Segundo Miza, as fotos que ela fez durante as gravações do CD/DVD eram inicialmente para arquivo pessoal, depois resolveram fazer um arquivo de todos os dias das gravações, para que o Joca e a Juliana pudessem ir divulgando em seus blogs. Algumas foram postadas direto das gravações, para passar para os fãs um pouco do que estava acontecendo e os músicos que lá estavam.


De acordo com Miza nos três dias de gravações, entraram madrugada a dentro, “estive lá o tempo todo, registrando tudo, e fui muito bem recebida pelo Joca, Juliana e por todos que estavam participando deste projeto. Muitas pessoas circulando, muito fio, muitas câmeras, muito músico, muita música.” Durante as gravações, o momento em que todos ficavam em silêncio para gravação do áudio era mágico e a música tomava conta do ambiente.


“Pra mim foi uma honra poder estar ali, neste momento tão importante para o Joca Martins. Um dos momentos que mais me emocionou foi quando o Joca e a Juliana colocaram voz na bela música “O Sábio do Mate”, que já havia emocionado antes na gravação do instrumental, levando o Joca as lágrimas pela primeira vez e depois a Juliana, quando a Anna Julia cantou a música para um extra do DVD. Acredito que o CD e DVD, vão surpreender e agradar a todos, porque foi um trabalho feito com muito carinho, e todos que ali estavam se dedicaram ao máximo para que tudo ficasse perfeito e as músicas são lindas. As fotos são um registro de tudo que vem por ai, e podem ter certeza, vem coisa boa!” (Miza Limões)


O CD já chegou esta semana e na quarta-feira (01.09) o programa Pampa e Flor, pela rádio sul.net, com Juliana Spanevello, será especial Joca 25 anos. Segundo Joca Martins “durante todo o mês iremos percorrer com ele, todos os rincões em que tocaremos na agenda de setembro, já vamos estar com o disco em mãos”, já o DVD está previsto para ser lançado em dezembro, mas ainda não tem data marcada nem local definido.

Nesta semana o CD começa a ser distribuído nas lojas. No site da gravadora ACIT (www.acit.com.br) e no Bolicho do Joca (pelo e-mail jocamartins@jocamartins.com.br) já é possível comprar o seu!!

Contatos Joca Martins:
www.jocamartins.com
www.blogdojocamartins.blogspot.com
www.twitter.com/jocacantor

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Lançamento do CD “Lidas, Guitarras e Sonhos” de Arthur Mattos


No último sábado, dia 20 de agosto de 2011, o BAHstidores esteve em Lages/SC para a cobertura do Lançamento do CD “Lidas, Guitarras e Sonhos”, de Arthur Mattos.


Convidadas pelo Arthur, acompanhamos ensaios, passagens de som, o antes e o depois do show, que aconteceu no Galpão Bar Gaúcho. O clima nos bastidores era um misto de descontração, nervosismo e felicidade.

Mesmo com previsões de neve, o frio Lageano não foi suficiente para espantar o público, que prestigiou o artista da terra. Durante a apresentação Arthur interpretou canções da Sapecada e de outros festivais, que fazem parte do seu trabalho.

O CD traz ainda regravações de músicas de Rogério Ávila e Leonel Gomez, Valdo Nóbrega, Lúcio Yanel e Rogério Villagran, entre outros.

Participaram da gravação do “Lidas, Guitarras e Sonhos” os músicos Kiko Goulart, Quinto Oliveira, Anderson “Gaita” Magrinelli, João Paulo, Jonis Andrei e Gabriel Maculan.

Durante o evento, sorteamos 1 (um) dos CDs da Promoção “BAHstidores de Lidas, Guitarras e Sonhos”, o ganhador foi o Sr. Ivam Micheltchuk.

Amanhã, dia 24 de agosto, ocorrerão novos sorteios - 1 (um) pela Rádio Terra Gaúcha e outro pelo Twiter. Ainda dá tempo de participar!!!






Confira Aqui as fotos do
Lançamento do CD “Lidas, Guitarras e Sonhos” de Arthur Mattos.


Contatos de Arthur Mattos:
(49) 9921-8494 ou (49) 3323-3524

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Muito Prazer, Brasília!

O Blog BAHstidores acaba de receber mais uma colaboradora, Jamile, do coração do Brasil, Distrito Federal...


Por Jamile

Confesso que ao ser “provocada” pela Patrícia a começar a escrever para o Bahstidores, fui tomada por uma mistura de entusiasmo e receio...vivendo há apenas 3 anos em Brasília, daria eu conta de mostrar o lado “gaúcho” da capital federal a todos os seguidores!? Mas resolvi topar o desafio...

Somos mais de 150 mil gaúchos vivendo aqui. Respeitados pela nossa cultura, pelo nosso valor à terra e ao trabalho, o gaúcho conquista cada dia mais espaço não só na capital federal, mas pelo que tenho acompanhado, no país.

É comum encontrarmos camisas tricolores e coloradas ao caminhar pelas ruas candangas...no trânsito não tem vez que não pare um carro do teu lado com aquela bandeirinha verde, vermelha e amarela...quanto orgulho! O velho e bom chimarrão também não abandonou o hábito dos que vivem por aqui. Poucas, mas ainda existentes, ervas mate são encontradas nos maiores hipermercados.

A tradição é vivida principalmente dentro dos CTG’s. Aqui são três: O CTG Jayme Caetano Braum, há 24 anos na capital, e famoso por seu tradicional COSTELÃO, o Estância Gaúcha do Planalto, completando em setembro 32 anos, conhecido pelas sua invernada artística, já premiada como a melhor do país e o CTG Sinuelo da Saudade, fundado há mais de 20 anos e localizado no PAD, DF.

Neles constantemente são feitos rodeios e bailes, onde vestimos as pilchas e vamos matar um pouco mais a saudade do Rio Grande. Alguns ainda lutam pela cultura independentemente. Todo ano é promovido um grande baile: Monarcas, Serranos...esse ano teremos Pedro Ortaça, na 1ª Noite do Folclore!

Dia de jogo, cada torcedor tem onde se encontrar com outros tantos para torcer juntos (pois é, aqui não temos a RBS para nos transmitir os jogos do Grêmio e do Inter). Alguns bares transmitem os jogos dos times gaúchos, e sempre vira festa!

Existe ainda, há 19 anos, a Expotchê, a maior mostra de produtos, cultura, turismo e gastronomia gaúcha realizada fora do Rio Grande do Sul. É considerada a maior feira do gênero (Top of Mind) e o melhor evento regional do país (Prêmio Caio). Em suas últimas edições participaram municípios de várias regiões turísticas, como a Região das Missões, a Rota Romântica, a Rota do Vinho, a Costa Doce e a Região do Pampa Gaúcho. No ano de 2009, ainda foi promovido pela Pampa e Cerrado Produções, através do Comunicador Raúl Canal, o 1º Festival Pampa E Cerrado, ocorrido durante a feira, que teve como grandes vencedoras as composições "De Sacramento à Sorocaba" na linha campeira, com letra de Martin César e música de João Bosco Ayala, e "Saudade Matadeira", na linha cerrado, com letra e música de Diorgen Junior. Raúl ainda apresenta desde 2002, todos os domingos, pela TV Brasília, o programa Pampa e Cerrado, onde apresenta todos os aspectos da cultura gaúcha e do cerrado brasileiro.

Bueno, é isso. Acho que um pedacinho do Rio Grande conseguimos ter e manter por aqui. E é este pedacinho que pretendo mostrar a vocês através do que vou acompanhar e contar ao Bahstidores!

Um forte quebra costelas,

Jamile

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Jairo Lambari Fernandes “CENA DE CAMPO”

Lambari fala com exclusividade para o BAHstidores sobre seu 3º CD, que conta com as participações especiais de Sérgio Reis e Padre Fábio de Melo

“Quando pego a caneta e o violão para compor eu respeito muito quem consome minha música.” (Jairo Lambari Fernandes)

Compositor, poeta e cantor. Natural de Cacequi-RS, iniciou sua trajetória musical no ano de 1994, com participações em festivais de música nativista. Possui dois CDs gravados Intitulados “De Flor e Luna” e “Buena Vida”, e está em estúdio gravando o seu terceiro trabalho, “Cena de Campo”, que está em processo de finalização.

O chamame Cena de Campo é uma das quinze músicas que compõem a obra e foi escolhida para dar título ao disco. O poema fala de alguém que sai a cavalo para ir visitar a namorada e no meio do caminho o tempo se arma para chover e o poncho dele salta pelos ombros, assim como um rancho e da aba do sombreiro vê apenas os pingos d'agua caindo em frente ao seu rosto. Esse chamame vem na mesma linha da composição No Rastro da Gadaria, regravada nesse disco com um arranjo diferente, outra regravação é a música por Bem dizer-te, com participação especial de Sérgio Reis.

Conte-nos da participação do Sérgio Reis nas gravações:
Ele veio com o maior carinho do mundo gravar com agente, não nos cobrou nenhum centavo. Ele tem um amor pela nossa música muito grande e é um ser agradabilíssimo. Foi maravilhoso conviver com ele. Eu aprendi como se porta um artista. A gravação com o Sérgio Reis foi no final de junho, ele chegou às 20h30, buscamos ele no aeroporto, fomos para o estúdio e às 3h30 deixamos ele no hotel, às 8h30 ele foi para Minas Gerais, pois tinha um show lá à noite. Ele só podia gravar na madrugada e veio com toda boa vontade. Um homem com setenta anos, que faz parte da história da música brasileira, veio aqui gravar uma obra minha que fiz com muito carinho, composição que caiu nos ouvidos dele e ele se apaixonou, me sinto muito feliz!

Tem outras participações especiais?
Todas as participações são por demais especiais. Mas outra que posso destacar é a participação do padre Fábio de Melo, ele fez um texto de apresentação maravilhoso que está no nosso site para quem quiser conferir http://www.jairolambarifernandes.com.br/#!discografia

Para minha felicidade também, o Padre Fábio me ligou dizendo que vai gravar “Beirando o Rio” e “Solidão”, num disco que ele vai fazer pela Sony que será lançado ainda este ano. São músicas gaúchas que estão sendo gravadas num disco nacional. Nós estamos muito felizes por artistas nacionais estarem olhando a nossa arte com bons olhos, e eu acho que nossa música deve ter alguma coisa de fundamento né, porque, caso contrário, eles não a olhariam dessa forma.

O Padre Fábio me cita também, no segundo livro dele em uma página e meia. Eu, um simples compositor do RS. Pra mim ainda não “caiu a ficha”, pois eu nunca fiz nada esperando isso, eu faço o que eu adoro, sou canceriano de coração dá pra ver pelas minhas músicas e letras, tudo é romance, amor é tudo, é a base de tudo, amar teu filho, teu amigo, amar o teu vizinho, amar o teu amor, amar é tudo e eu adoro trabalhar com isso.


Por que suas composições seguem sempre a linha romântica?
Eu gosto muito de lidar com a linha do coração e da sensibilidade. Quem não gosta de voltar para casa num fim de tarde e ter uma linda esperando na cancela com um mate, eu adoro isso! E acho que todo mundo gosta e eu canto isso. Quando ouvirem meu trabalho tenham certeza de que aquele é o meu melhor, pode ser simples mas é o meu melhor, e me desculpem se não é a altura do que vocês esperavam é porque eu não tive capacidade de fazer melhor. É simples, é sincero, é a minha verdade. Se eu não acreditasse eu não cantaria.

Que outras composições fazem parte do CD?
A música que eu cantei na 31ª Coxilha vai tá no disco “Pra minha amada”, é uma história de um gaúcho que leva de presente para namorada uma égua, irmã do cavalo que ele vem encilhando. Não tem coisa mais gaúcha que isso! São milongas e chamames, mas tem também duas polcas, uma parceria com o Paulo Garcia. E ainda o “Romance para um novo Mariano” que é a sequência das histórias, poema maravilhoso do Gujo Teixeira, assim como “Por um abraço” que também faz parte deste novo CD.


Quem são os músicos que te acompanham neste disco?
Fabiano Torres na acordeona, Miguel Tejera no baixo, Márcio Rosado nos violões, Paulinho Bratt nos arranjos e pianos, ele também que produziu a música para o Sérgio Reis cantar, ficou com mais cara de Brasil, é o responsável pelo arranjo novo do “Por bem dizer-te”; Gujo Teixeira nos poemas, além de outros parceiros.


E quanto a arte e fotografia?
Estamos preparando a capa na produtora com todo carinho e as fotos são de Eduardo Rocha, um excelente fotógrafo. Estou encantado com a forma como ele retrata a nossa cultura gaúcha. A fotografia desse disco será poesia para os nossos olhos, as imagens foram feitas no Rincão dos Moraes em Livramento, passei um dia inteiro com ele lá. Nossa arte ele transformou em fotografia. Está sendo muito difícil escolher as fotos do disco, porque são muitas fotos boas. Já estamos em processo de finalização. A capa do disco será diferente, toda de papel, virá dentro de uma caixinha, e quando abrir terá o encarte com as letras e muitas fotos, muita informação. Na verdade, estamos pensando em uma proposta de arte mesmo. A nossa música merece ter algo diferente. Eu penso que quem for lá comprar esse Cd merece uma arte bonita e uma música simples, mas de qualidade.

Já tem previsão para o Lançamento?
A data limite é setembro, não sabemos ao certo a data que chega o disco, mas setembro vai estar aí. Pretendemos fazer cinco shows de lançamento, em Lages, Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria.

O que você deixaria de recado aos teus fãs?
Agradeço o carinho de todos. É isso que nos move, que nos faz virar a madrugada procurando uma linha harmônica e poética para dar de presente para eles em forma de agradecimento. Eu nunca esperei que fosse tão grande assim o carinho do público comigo, esse carinho é que me move e que me alimenta. A responsabilidade que eu tenho quando componho é com os meus fãs, o que de melhor eu tenho para oferecer a eles. Muito obrigado de coração, que Deus dê muita saúde a todos. Esse disco é um disco maduro, eu to com 44 anos, com alma de guri, mas a experiência me trouxe a maturidade musical, uma maturidade para cantar. Eu sou muito crítico, mas eu gostei do disco e acredito que todos vão gostar também. Olhem o nosso site, mandem fotos para o mural. Nosso site foi produzido pelo meu sócio na produtora e meu amigo Mauro Flores, o site tá maravilhoso. Está a três meses no ar, acessem http://www.jairolambarifernandes.com.br


“Por bem dizer-te”, “Morena” e “Enserenada” são músicas que sempre temos que tocar onde vamos, é uma marca registrada. E estamos apostando que Cena de Campo será mais uma dessas músicas que teremos que tocar muito. Jairo Lambari Fernandes