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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vencedores do 2º Canto Campeiro



Clarissa Moura
bahstidores@yahoo.com.br

Ocorreu neste final de semana, na cidade de Viamão, a 2ª edição do Canto Campeiro, nas dependências da ETA - Escola Técnica de Agricultura.

O corpo de jurados formado por Beto Caetano, Sidnei Vargas, Erlon Péricles, Pedro Darci de Oliveira e João Darlan Bettanin - Xiruzinho definiram como vencedores as seguintes composições:

1º lugar: Buenos Dias 
Letra; Davi Teixeira
Melodia: Matheus Alves
Interpretação: Ita Cunha
Confira AQUI a letra

2º lugar: Estilo Campeiro
Letra: Orion Ponsi
Melodia: Sérgio Rosa
Interpretação: Nenito Sarturi
Confira AQUI a letra

3º lugar: Herança de um Benzedor
Letra: Luis Hernando dos Reis
Melodia: Daniel Barros
Interpretação: Daniel Barros
Confira AQUI a letra

Mais Popular:  Um Canto a Viamão
Letra, melodia e Interpretação: Leonardo Quadros

Melhor Tema Campeiro:  Herança de Um Benzedor
Autores: Luis Hernando dos Reis/Daniel Barros

Melhor Conjunto Vocal:  Palavras Sonoras
Interpretação: Nenito Sarturi , Leonardo Sarturi e Grupo

Melhor Intérprete: Juliano Moreno - Morena de Alma Branca

Melhor Instrumentista:  Samuca do Acordeon - Buenos Dias

Melhor Arranjo: Com Jeito de Campo
Autores: Hique Barboza/Gabriel Selvage

domingo, 21 de abril de 2013

Um Canto à Viamão - 2º Canto Campeiro

Um Canto à Viamão – Zamba
Letra e Música : Leonardo Quadros – Viamão/RS

Canto... Canto o encontro e a beleza que traduz
Falo... Dos verdes campos que ao meu verso conduz
Terra... Que não encerra homens livres desse chão
Guerreira... E hospitaleira assim te vejo Viamão

Antiga... terra que abriga memoriais vivos da história
Bater de sinos, que carrego na memória
E luz que guia, no farol de Itapuã...
Povo... Que mesmo novo guarda a fibra guerreira
Da Cruz-das-Almas e da lendária Trincheira
Eternizada no alto da Tarumã

Gente... Independente que com trabalho cresceu
Chão... Este Viamão presente que Deus nos deu
Terra... Que não encerra homens livres desse chão
Guerreira... E hospitaleira assim te vejo Viamão

Antiga... terra que abriga memoriais vivos da história
Bater de sinos, que carrego na memória
E luz que guia, no farol de Itapuã...
Povo... Que mesmo novo guarda a fibra guerreira
Da Cruz-das-Almas e da lendária Trincheira
Eternizada no alto da Tarumã

Sorvendo Caminhos - 2º Canto Campeiro

Sorvendo Caminhos – Chamarra
Letra: Rômulo Chaves – Palmeira das Missões/RS
Música: Piero Ereno – Jaguari/RS

Meu tino campeiro, o pago altaneiro e as distâncias que encurto,
me trazem de jeito pra dentro do peito as quimeras que sorvo;
há tempos que encilho e boto no trilho qualquer potro bruto
E alcanço a paz no silencio que traz o meu mate novo.

No curso dos dias trilhei geografias, mas sem ter querência,
conheço a estrada e topo a parada das lidas mais brutas;
conservo na alma a fibra e a calma forjadas na essência,
por ser estradeiro, sovando os arreios, não fujo da luta.

A sina de andejo me fez estradear pelo sul do país,
de estância em estância, me vou a cavalo, sorvendo caminho;
conservo meus sonhos e busco a meu modo firmar a raiz...
Um rancho, uma bela, um olhar na janela, pra não ser sozinho.

A vida torena se queda serena no trote do pingo,
o pago liberto e o destino incerto se fazem rotina;
volteio nas vilas e gasto alguns pilas num fim de domingo,
depois de andejar sem poder amansar minha alma teatina.

Solito me aprimo e assim sigo o rumo da pampa que vejo,
trazendo esperança, renovo a confiança em cambiar minha sorte;
pois sou bem assim, tenteio pra mim tudo o que mais desejo,
mas sigo honesto, com Deus contra o resto, buscando meu norte.

Palavras Sonoras - 2º Canto Campeiro

Palavras Sonoras - Chamamé
Letra: Nenito Sarturi – Santiago/RS
Música: Leonardo Sarturi – Santiago/RS

A Liberdade é um direito
Que não se perde ou implora
- Herança de pais e avós
Que desfrutamos agora.

A Igualdade é um preceito
Que norteia os ideais,
Mas onde houver preconceito
Ela não vinga jamais.

Liberdade é alimento
Pra alma de um sonhador,
Igualdade é sentimento
De caridade e amor.

Sem elas somos escravos
Confundidos aos demais,
Prisioneiros de grilhões
Das cadenas materiais.

LIBERDADE E IGUALDADE:
DUAS PALAVRAS SONORAS
QUE RIMAM
MAS NÃO ACEITAM
JUGOS DE MANGOS
E ESPORAS.

A Liberdade é ungüento
Para fracos e oprimidos,
Que se sonega aos tiranos,
Mas não se nega aos vencidos.

Igualdade é lenitivo
Que nos alcança guarida,
É flor que livra de espinhos
Pelos caminhos da vida.

Liberdade e Igualdade:
Réstias de luz e alforria,
Ideais que não se vende,
Não se empresta ou negocia.

Por mais que passem os anos
E enfrente mil “temporais”
Eu hei de morrer buscando
Estes princípios morais.

Num Bochincho Missioneiro - 2º Canto Campeiro

Num Bochincho Missioneiro – Chimarrita
Letra: Jadir Oliveira – Portão/RS
Música: Jadir Oliveira Filho – Portão/RS

Boleio a perna num rancho de beira de estrada
Desses de fundo de Buenos de fazer pousada
Boca da noite desencilho o meu cavalo
Me “aperfumo” e me aprochego
Prá um Fandango de ramada
Quantas percantas mais lindas que a primavera
Florescendo nas canhadas
Perfumando o meu rincão
Uma morena me busca numa mirada
E eu já me paro com gana de dar pasto ao coração

Baile de rancho, fundão de campo,
Costume antigo que me faz bem
Uma cordeona, um violão e um pandeiro,
Num bochincho missioneiro que mais gaucho não tem

Lá pelas tantas o baile segue sereno
Mas nem todo maula sabe qual o gosto do veneno
Talvez por ciúme por eu ser de outra invernada
Um xiru me puxa os ferro e o mundo fica pequeno
Quadrei o corpo, pois pelear eu sei bastante
E “saímo” entreverado num duelo de gigantes
Fiz o serviço, quebrei meu chapéu na testa
E mandei seguir a festa no mesmo trancão de antes

Morena de Alma Branca - 2º Canto Campeiro

Morena de Alma Branca – Chamarra
Letra: Juliano Moreno – Santana do Livramento/RS
Música: Wilson Vargas – Triunfo/RS

MORENA DE ALMA BRANCA QUE AQUECE AS MANHÃS DO PEÃO
JUNTO AO FOGÃO ESTANCIEIRO NOS MATES ANTES DA AURORA
POR CERTO, TENS ALGUM TEMPO, ENCOSTADA SOBRE O CERNE
DE UM PAI DE FOGO CRIOULO JUNTO AO GALPÃO LÁ DE FORA

TE AMORENASTE CAMBONA NOS DIAS DE LIDA BRUTA
QUANDO DE TI PRECISARAM PRA CEVAR MAIS UM AMARGO
JUNTO DE “OUTRA MORENA” COM TOPETE ESVERDEADO
FORMASTE A DUPLA PERFEITA PRA OS MATES DO NOSSO PAGO

MORENA DE ALMA BRANCA, CAMBONA VELHA GAÚCHA
DESDE QUE SURGIU O PAGO AINDA VIVES GALPONEANDO
COMPANHEIRA DOS MEUS VERSOS PELAS MANHÃS FOGONEIRAS
RESSONANDO MELODIAS QUANDO TE ENCONTRO CHIANDO

MORENA DE ALMA BRANCA, PARCEIRA DE TANTOS MATES
QUE AQUECE A AGUA PRA GENTE SENTIR NA CUIA O CALOR...
NUM MATE TOMADO A DOIS, PRA O ÍNDIO ATAR UM ROMANCE
QUE O TEU CHIADO MORENA SOLFEJA NOTAS DE AMOR

CONTRAPONTEANDO A FUMAÇA FOI QUE TE VI RECOSTADA
PRA EMBALAR MADRUGADAS DAS “RONDA” EM NOITES DE VENTO
HOJE ESTAS ENFERRUJADAS, PENDURADA NO GALPÃO...
ACOMPANHANDO OS APEROS QUE JÁ TIVERAM SEU TEMPO.

Homens e Rios - 2º Canto Campeiro

Homens e Rios – Milonga Arrabaleira
Letra: Luciano Ferreira – Cruz Alta/RS
Música: Marcelinho Carvalho – Cruz Alta/RS

Enchentes nos dão recado...
São rios chorando em lamento!
Quem dera como as barrancas
Que o homem cresça por dentro
Onde colocar os restos
Das sobras da raça humana
Futuro se faz presente
...a quem tu pensas que engana

Vem um lambari prateado
Na flor de uma correnteza
E um Martin lhe negaciando
“Pra bóia” na sua mesa
O ressoar das cachoeiras
Tem percussão conhecida
Toda nascente de água
Nos traz resquícios de vida

    Quem preserva os mananciais
    Cumpre então o desafio
    Pra saciar a sede amanhã
    Seja amigo... hoje do rio

Cruzeiras não mais presentes
Como guardiãs dos banhados
Sarandís e corticeiras
Mortos no fio do machado
A espuma veste de branco
O rio que ainda quer viver
Que o Uruguai seja o exemplo
De água limpa a correr

No porvir de nossos filhos
Ainda resta uma esperança
Quem quer livre a natureza
Que eduque suas crianças
A água que nasce pura
Não pode ser poluída
Que o rio tá para o costeiro
Como a mãe está prá vida!

Herança de um Benzedor - 2º Canto Campeiro

Herança de um Benzedor – Xote
Letra: Luiz Ernando dos Reis – Caxias do Sul/RS (54) 9979-2709
Música: Daniel Barros – Caxias do Sul/RS

ANTIGAMENTE RECURSOS NÃO EXISTIA
DOUTOR NÃO SE CONHECIA, NEM REMÉDIO E HOSPITAIS
ASSIM NO MAIS SE APEGAVAM A BENZEDURA
ERA O JEITO ENTÃO DE CURA DE PESSOAS E ANIMAIS.
POIS NESSE TEMPO MUITA GENTE SE CURAVA
E PESSOA ACREDITAVA NO PODER DA BENZEDURA
COM A FÉ MAIS PIRA, O QUEBRANTO, O MAU OLHADO
BENZIA DE MACHUCADO, DE COBREIRO E RENDIDURA

“BÂMO” CORTÁ E BENZÊ ESSE COBREIRO
DIGA AMÉM, NÃO DÊ DINHEIRO, E A DOENÇA JÁ SE FOI...
SE FOR DE LONGE EU TAMBÉM CURO BICHEIRA
VIRE O CESCO NA PORTEIRA E DIGA SÓ O PÊLO DO BOI... (Estribilho)

E A SANTÍSSIMA TRINDADE EVOCADA
 UMA FACA AFIADA BENZIA EM FORMA DE CRUZ
TINHA MESTRUZ, ARRUDA E ÁGUA BENTA
SE BENZIA “INTÉ” TORMENTA, TÔCO DE VELA ERA LUZ.
NÃO ME AGRADEÇA PRA NÃO PERDER O EFEITO
ESSE DOM É UM DIREITO QUE HERDEI DO VELHO PAI
O MAL SE VAI JÁ NA TERCEIRA BENZIDA
SE DE COBRA FOR MORDIDA O VENENO LOGO SAI.
(Estribilho)
...Passei a vida benzendo por certo curando gente
Mas a dor deste vivente ninguém pode me ajudar
Não quer passar essa dor no coração
De uma antiga paixão, vou morrer sem melhorar...

Estilo Campeiro - 2º Canto Campeiro

Estilo Campeiro – Chamarra
Letra: Orion Ponsi – Santa Maria/RS
Música: Sérgio Rosa – Santa Maria/RS

Quando nasce um piazito num estância do pago
Entre sorrisos e cueiros e o mugido do gado
Remoça o velho Rio Grande perpetuando a existência
Pois nasce mais um gaúcho no berço desta querência

Primeira tropa de osso estendeu no corredor
Repontando em alvoroço tocando sem fiador
Gineteando os cavaletes, domando tropas inteiras
Montando nos belos fletes dos galhos duma figueira.

Velho Rio Grande, querência, forja o guri do teu jeito,
Do pago toda essência, do pai o estilo e conceito.
Saiba o valor da família e do mate numa amizade,
Pátria, palavra e cavalo, e o valor da liberdade.

Quando cresce um piazito numa estância do pago,
Entre sorrisos faceiros e o tropel de cavalos.
Guarda pra sempre os sabores e o velho estilo campeiro,
Da vida, lida e amores vai descobrindo os segredos.

Vai perdendo o paradeiro fazendo pátria nos bastos
Atirando o pensamento nas doze braças do laço
Parando o mundo em rodeios nas andanças e patreadas,
Forjando o sul deste mundo mais um gaúcho de raça.

De basto pelô e gurupa - 2º Canto Campeiro

DE BASTO PÊLO E GURUPA – Chamarra
Letra e Música: Paulo Ricardo Dias Garcia – Viamão/RS

SE MINHA ALMA FOR TÃO GRANDE COMO EU PENSO
COM CERTEZA TRAZ POR DENTRO TROPILHAS E PASTOREIO
TRAZ O CINCERRO NUM CANGOTE DUM MALINO
DESSES PITOCOS TEATINOS REFUGADOS DOS ARREIOS

FIRMA PALANQUE PRA UM ÍNDIO SAIR SURRANDO
E VEM TAIANDO SÓM NUM PAR DE RÉDIA BRUTA
LARGANDO A ESPORA TRÊS DEDOS ABAIXO DA CRINA
NUM SAPUCAI QUE SE AFINA PRA QUEM VIAJA DE GURUPA

A MINHA SE AGIGANTA QUANDO O CASCO
NAVALHA O CASCO NO BAILADO DE UM VENTENA
CORTANDO UM TANGO NAS FRANJAS DO SURRADOR
SE LASTIMANDO PELO FIO DAS NAZARENAS

REPASSA TENTO NA ANTIGA DOMA CHARRUA
E A FIRMEZA VEM NA PUA E NA VIRGEM DO FIRMAMENTO
FORÇA E TUTANO PRA LIDAR COM ESTES VENTENAS
E O QUE RESTA É A NAZARENA PRA QUEM MONTA SÓ NO TENTO

VENDA CAVALO PRA QUE UM TAURA SEM RECEIO
JOGUE NO ARREIO TODO DESTINO INCERTO
DUAS BASTEIRAS UM PAR DE RÉDIA E CHINCHÃO
SÃO AS ARMAS PRA UM CRISTÃO QUE MONTA DE BASTO ABERTO

Com Jeito de Campo - 2º Canto Campeiro

Com Jeito de Campo – Polca
Letra: Hique Barboza – Passo Fundo/RS
Música: Gabriel Selvage – São Paulo/SP

Sigo no mar de concreto
Levando o jeito de campo
Remoldo o meu dia santo
Num cenário artificial
Deixei da lida bagual
Me postei pela cidade
Levando esta identidade
Na peleia musical

Neste lugar onde vivo
Sigo cevando saudades
Buscando minhas verdades
De um hoje que habito
Assim sigo meus “escritos”
Da vida de índio errante
E não há pasto por diante
Só um destino proscrito

Larguei a vida de campo
Não tranço tentos de laço
Falta carinho e abraço
Simples, puro e de valor
No mate falta o amor
Palmeado pela querida
E hoje cambeei de lida
Sigo a vida de cantador

Mas sempre canto o que sinto
Charlando, mato a saudade
Cantando, sorvo as verdades
“Por vez” com timbre de pranto
Porém altivo, levanto
A voz que vem do interior
Solto um verso de valor
Canto com jeito de campo

Cantiga de Tosador - 2º Canto Campeiro

Cantiga de Tosador – Rancheira
Letra: Thunão Pereira – Porto Alegre/RS
Música: Paulo Costa – Porto Alegre/RS

Tempo bueno, céu lindaço
Pra se lida com a tosquia
O serviço impeça cedo
Antes de clarear o dia.
O movimento é dos grandes
Lá debaixo do galpão.
Onde a turma tá reunida
Pronto pra agüentá o tirão.

Quando sol atrás do cerros
O pago vem clareando
Já se ouve o alarido
Da peonada trabalhando.
E a máquina de esquila
Num bufido redomão
Que vem quebrar o silêncio
Das manhãs do meu rincão.

No bailado da tesoura
Como uma estranha magia
Mãos parecem ganhar asas
Pra essa rude sinfonia.
São os homens da esquila
Na orquestração da manhã
Entoando pelo Rio Grande
O hino xucro da lã.

Vai ovelha, vem ovelha
Guarda o velo embolsador
Limpa a cancha seu cancheiro
Pega a ficha tosador.
Num rodízio permanente
Tudo é feito com cuidado
Pra que fique no capricho
No jeitão do seu Bernardo.

Ele é chefe e comparsa
No assunto é respeitado
Na faculdade da esquila
 A muito tempo é formado
É perito nesta arte
Tem diploma de mestrado.

Buenos Dias - 2º Canto Campeiro


Buenos Dia – Vaneira
Letra: Davi Teixeira – Porto Alegre/RS
Música: Matheus Alves – Porto Alegre/RS

Dessas “madrugueira” de colear a D’alva
“Inda” tresnoitado das horas de lua
Pra campear a forma de buçal em punho
E buscar a volta pra “enganchar as pua”
Dessas “manhãnita” onde a lida bruta
Se tira de letra num sorriso largo
E a “lampana véia” de arrepiar o pêlo
De pronto se achica no golpe do amargo
Desses “dia bueno” que a alma da gente
Retruca insistente as mágoas que tem
Gavionando penas, trompando invernia
Campeando alegria para os dias que vêm

BUENOS DIA!!!... BUENAS TARDE!!!...
BEM DE MANSO... SEM ALARDE...
BUENAS NOCHES!!! PULPERIA!!!...
MADRUGADA... JUDIARIA...

BUENOS DIA!!! BUENAS TARDE!!!
NA LABUTA... OU “DE VARDE”
LIDA BRABA... MAS QUE NADA...
VIDA BUENA... BUENOS DIA!!!

Desses “meio-dia” de mandar faceiro
O “charqueado vÉio” feito “assado bueno”
Que nem a rotina dessa “bóia braba”
Vai bancar nas rédeas este dia pleno
Desses “fim-de-tarde” de inflar o peito
E matear com canha feito contra-tempo
De florear vaneiras quando a noite desce
Bombeando luzeiros pelo firmamento
Dessas “estrelada” por demais gaudérias
Que o pai velho manda sobre as sesmarias
Pr’esses “dia feio” que “se param lindo!”
Quando se destapa mais um “buenos dia!!!”